terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Ser Forte : )

Não me resta nada, sinto não ter forças pa lutar, é como morrer de sede no meio do mar e afogar, sinto-me isolado, com tanta gente á minha volta, vocês não ouvem o grito da minha revolta. Choro a rir, isto é mais forte do que eu pensei, por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei. Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta, triste ser tão novo e ja achar que a vida não presta. As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço, o vento sopra, ao espelho vejo fracasso, dia amanha, algo me diz para ter cuidado, vaguei sem destino nem sei se estou acordado.
Sorriso escasseia, hoje a tristesa é rainha, não sei se a alma existe mas sei que alguem feriu a minha.

E penso se algum dia serei feliz.


Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim? Alguem me diga porque é que me sinto assim. Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê, sinto lágrimas nos olhos mas ninguem as vê.

Tou farto de mim, farto do que sou, farto daquilo que penso, mostrem-me a saída deste abismo imenso, pergunto-me se algum dia serei feliz, enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz:

Chorei, mas não sei se alguem me ouviu, e não sei se quem me viu sabe a dor que em mim carrego e a angustia que se esconde, vou ser FORTE e VOU-ME ERGUER, ter coragem de querer, não ceder nem desistir.


: )

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Pensamento do Dia

"Amar é falar calado,
sentir sem tocar,
compreender sem perceber,
perguntar porquê e responder porque não.
Amar é mostrar o que sempre se escondeu,
viver juntos num só,
sonhar no futuro olhando para o passado,
não é um pensamento ou sentimento,
mas sim um modo de estar, um modo de viver.

Amor é fogo que arde sem se ver..."

Pensamento do Dia

"Amar, é sentir a felicidade na felicidade do outro"

3DoorsDown - I'm Here Without You

Simplesmente a melhor música de sempre : )


domingo, 11 de janeiro de 2009

Primeiro Amor, Miguel Esteves Cardoso

Mais uma vez, andei aí pela net pesquisar e encontrei mais uma vez uma crónica de Miguel Esteves Cardoso. Como a crónica é muito extensa eixo aqui um link.

http://www.scribd.com/doc/9581535/Primeiro-Amor-Miguel-Esteves-Cardoso-cronica

Adorei esta crónica, faz-me pensar :)

Continuar é como morrer

"Quando se é feliz muito novo, a única obsessão que se tem éaguentar a coisa. Vive-se ansiosamente com a desconfiança, quase certeza da coisa piorar. O pior é que as pessoas que se habituaram a serem felizes não sabem sofrer.
Sofrem o triplo de quem já sofreu.
É injusto mas é assim.
No amor é igual. Vive-se à espera dele e, quando finalmente se alcança, vive-se com medo de perdê-lo. E depois de perdê-lo, já não há mais nada para esperar. Continuar é como morrer. As pessoas haviam de encontrar o grande amor das suas vidas só quando fossem velhas.

É sempre melhor viver antes da felicidade do que depois dela."

Mais uma bela crónica de Miguel Esteves Cardoso :)

O Amor Puro

Mais uma vez, andei a pesquisar pela Internet e encontrei uma outra crónica que me chamou bastante á atenção. Desta vez é uma "critica" ao Amor dos nossos tempos , ou melhor, um elogio ao Amor Puro. Quem não quiser ler tudo, tá a vontade. O texto é do Miguel Esteves Cardoso:

"Parece-me que já nínguem se apaixona de verdade. Já nínguem quer viver um amor impossível. Já nínguem aceita amar uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e a mínima faísca entram logo em diálogo. Oamor passou a ser impossível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reunem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor tornou-se numa variante psico-socio-bio-ecologica de camaradagem. A paixão, deveria ser desmedida, e na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam praticamente apaixonadas. Quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que ha, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de convivências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardos e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros, malta de: "ta tudo bem?", alcancadores de compromissos, matadores do romance. Já nínguem se apaixona? Já nínguem aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desiquilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doênça que é como um câncro a comer-nos o coração? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser um alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o ponto-secorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "da la um jeitinho" sentimental.Amor é amor. E essa beleza. E esse perigo. O nosso amor é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz um questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repenta ao ceú, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida as vezes mata o amor. A vidinha é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um, como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma a desatar. A desatar a correr a tras do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minte e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O CORAÇÃO GUARDA O QUE SE NOS ESCAPA DAS MÃOS. E durante o dia e durante a vida, quando não está la quem se ama, não é ela que nos acompanha-é o amor que se lhe tem (o nosso amor). Não é para perceber. Amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra..."